sexta-feira, 26 de março de 2010

Às moscas

As moças aqui resolveram dar um tempo no projeto. Só para avisar. "I DO" resolveu dizer sim à vida de empresária de sucesso. Mas tenho certeza de que sem deixar de lado a disposição para seguir em busca de uma vida afetiva menos "Sex and the City" e mais... Mais "I DO".

De minha parte, eu sigo dizendo sim. Ao mesmo moço. Aquele das férias. Andei no meio de um enredo digno do horário nobre de Caracas (o lance foi tão bizarro que novela mexicana era demais). Quaisquer novidades, eu juro que tento postar aqui.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

pronto falei

"Não é possível que ninguém te chame para sair!" - essa foi a frase que escutei de "i do"quando parei de atualizar o blog. Mas era a mais pura verdade. Ninguém me chamava para date algum. Ju-ro.

Até que, há uma semana, me chamaram para jantar. Tá bom, vai. A sugestão foi minha.

Eu explico: estava de férias na praia. Conheci um moço que parecia fofo. Viajava com o filho e sua mãe (mãe do moço, não da criança, veja bem). Não dei muita bola. Afinal, bom moço, sabe como é...

Mas nao é que o moço puxou papo? Elogiou meus olhos (meus olhos?!), disse que eu não devia ficar sozinha (eu ficaria sozinha a essa altura da viagem). Sorri amarelo. E disse: vamos jantar então. Mas pensei: vai ele, filho e avó, né?

Poizé, de noite, o moço bateu na minha janela (confesso que estava de banho tomado e pronta). E fomos jantar. Já na saída da pousadinha, ele oferece o braço. Pensei: bom moço e cavalheiro? Não vou gostar. Mas... A essa altura, resolvi dizer sim!

Dei o braço e fomos papeando até o restaurante. O moçoera de atitudes "machas", sabe? Pega na mão mesmo. Olha mesmo. Até que o primeiro beijo foi inevitável. Detalhe: isso tudo antes mesmo de o prato chegar.

O jantar foi bom, o vinho estava ótimo (mas acho até agora que o malbec não combinava com o lagostim), os beijos cheios de vontade. Depois, passeio na vila, paradinha estratégica no posto de conveniência e seguimos para a pousada. Vou poupar vocês dos detalhes.

Eu já estou de volta à minha residência.

Não sei se namorico de férias sobe a serra. Mas tem me rendido torpedos diários de saudade e um encontro marcado para a próxima semana (por coincidência, viajo para a cidade natal dele daqui uns dias). Depois disso, a gente vê o que faz...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

encontro no deserto

A Namíbia tem apenas dois milhões de habitantes. Cercada pela África do Sul ao sul, Botsuana a leste e Angola ao norte, o país é um grande deserto, com dunas a perder de vista e uma ou duas almas perdidas no meio do caminho.

Por isso fiquei surpresa quando um cara me chamou para sair em Swakopmund, uma das cidades mais turísticas do país e meca de esportes radicais. Quer dizer, quais as chances de ser chamada num date num país que tem só dois milhões de pessoas? Ah, as surpresas das viagens.

Era uma terça-feira. Estava num mini-cruzeiro em Walvis Bay: eu, três casais de franceses que já haviam passado dos 50 anos, o guia M., que era filho de franceses nascido em Kinshasa, no Congo, e o capitão do barco, um cara caricato que tinha lutado na guerra em Angola.

Entre uma explicação e outra para os franceses, eu e M. começamos a conversar. Pense no Danny de Vito. Agora tire o pouco cabelo que lhe resta. Pois é, esse era M. Mas o papo era bom: me contou que passava mais tempo na estrada do que em casa, que nas férias tudo que ele queria era ficar quieto, mas que depois de um tempo começava a bater um desespero de viajar de novo. Vida dura, mas viciante. Falei que estava planejando um safári em Botsuana, se ele tinha dicas. Ele disse que tinha, mas por que a gente não se encontrava à noite para jantar e conversar?

“Sem segundas intenções, só para trocarmos figurinhas de viagens”, ele me garantiu.

O mini-cruzeiro acabou, descemos do barco e trocamos números. Ele me disse que provavelmente ia estar livre depois das 18h, porque estava em função dos franceses, mas para eu ligar quando tivesse acabado minha programação do dia.

Liguei lá pelas 18h30. Confesso que disquei o prefixo 264 sem muita firmeza, porque com aquele monte de areia e escassez de gente da Namíbia, se ele me levasse pra algum lugar e resolvesse me esquartejar, ia ser fácil esconder meus pedacinhos e ninguém nunca ia perceber.

Quase 19h30 M. chega no hotel para me buscar. De van. Sabe aquelas vans imensas, que comportam uma família de 15, com cachorro e papagaio? Pois é. Achei engraçadíssimo ir com aquela van gigante num restaurante. Ele foi o caminho todo se desculpando, porque como estava cobrindo para um colega que estava doente não tinha dado tempo de pegar o carro dele. Eu falei que estava achando tudo ótimo. E estava mesmo.

"Sabe que eu tinha que jantar com os franceses, mas perguntei se eles podiam me liberar. Eles na hora sacaram que era para sair com você. Deram uma risadinha e falaram: vai aproveitar a noite!"

O restaurante, chamado Tug, era uma delícia. À beira-mar, concorridíssimo. Lista de espera de uma semana, mas como ele é guia e leva todos os turistas lá, conseguiu uma mesa em cinco minutos. A garçonete, que provavelmente era amiga dele, nos levou até a mesa e deu uma piscada com cara de "Vai faturar hoje, hein?". Eu fingi que não vi.

O vinho estava maravilhoso, a comida melhor ainda. E quanto mais conversávamos e dávamos risada, mais víamos que não ia rolar nada.

No final do jantar, ele já estava me contando que "lógico que rolava sexo com as clientes", que muitas mulheres que viajam sozinhas têm fetiche com guias turísticos, fenômeno conhecido no meio como "khaki fever" (por causa da cor dos uniformes) e que a mulher mais velha por quem ele já havia sido cantado era uma francesa de 65 anos, que ele não topou "por razões óbvias", mas que esclareceu muitas dúvidas que ele tinha sobre o sexo frágil.

Pedimos a conta - que ele fez questão de pagar e que lhe rendeu alguns brownie points, mas não suficientes -, entramos no quase-trailer e fomos embora. Às 10h da noite, a mega van era o único carro na estrada deserta entre Swakopmund e Walvis Bay. Fomos parados numa posto policial e o guarda, depois de examinar os documentos, deu aquela risadinha de "Vai se dar bem hoje, hein!" Eu fiz minha melhor cara de paisagem e esperei ele liberar a gente.

Quinze minutos depois, estávamos de volta no meu hotel. Ele me abraçou, agradeceu o jantar e disse que tinha gostado muita da companhia. Eu disse o mesmo, de verdade, e desejei feliz aniversário adiantado (o aniversário dele de 42 anos era dali dois dias). Fui para o meu quarto, ele entrou na van e sumiu na estrada escura.

E esse é o fim da história do meu encontro no deserto. No final das contas, nós dois faturamos. Talvez não no sentido sugerido pelas risadinhas e piscadelas, mas tem vezes que dizer sim traz outras coisas: bom vinho, boa comida, boa companhia. E só. E naquela noite, era tudo o que nós dois precisávamos.

What we really need is a festival to celebrate love's many torments. Bring on Unvalentine's Day

Talvez um pouco cínico, mas a idéia de um Unvalentine´s Day até que não soa tão mal. Atire a primeira pedra quem nunca pensou nisso...

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This week, millions of people across the country will celebrate the crippling delusion known as "love" by sending flowers, booking restaurants and placing stomach-churning small ads in newspapers. Valentine's Day - the only national occasion dedicated to mental illness - is a stressful ordeal at the best of times.

If you've just started seeing someone, the day is fraught with peril. Say your current dalliance only began less than a month ago: is sending a card a bit full-on? What if you ignore it, only to discover they've bought you a 5kg Cupid-shaped diamond in a presentation box made of compressed rose petals?

Few things are worse than receiving a heartfelt Valentine's gift from someone you're still not sure about. It's a crystallising moment: chances are you'll suddenly know, deep in your bones, that they're not the one for you. And while your gut contemplates that sad reality, your brain repeatedly screams at your face not to give the game away, and you have to gaze at them with a fake smile and a fake dewy expression, until the pressure and shame involved in maintaining the facade makes you start to hate them for pointless reasons, like the stupid way they sit, or the stupid way they breathe, or the stupid way their pupils dilate when they look at you, planning your life together.

For those in established relationships, it's a perfunctory, grinding ceremony. On February 14 restaurants nationwide play host to joyless couples begrudgingly sharing an overpriced meal in near-silence, each of them desperately trying to avoid a row because, well, it's Valentine's Day, and nothing says "I sort of love you, I think, although I can't really tell any more" quite like the ability to sustain an awkward, argument-free detente for one 24-hour period a year.

And, of course, if you're single, it's a thudding reminder of your increasingly desperate isolation. You're stranded somewhere out on Thunderbird Five, picking up chuckles and kissy-sounds from the planet below, separated from the action by the cold gulf of space. It's especially sharp if you've just been dumped and are feeling pretty raw about it, thanks. Under those circumstances, it's a cruel joke: you're like a one-legged man on National Riverdance Day.

What's required is something to redress the balance: an Unvalentine's Day, if you will. A day that actively celebrates love's festering undercarriage. February 15 is ideal: there will be plenty of willing participants by then. Of course, if Unvalentine's Day is going to succeed, it will require commercial backing - which shouldn't be a problem, because there are loads of money-spinning opportunities here.

First off, how about a range of Unvalentine cards containing bitter messages for ex-lovers? Typical example: a mournful cartoon bunny with a harpoon lodged in its chest cavity, staggering blank-faced into oncoming traffic, with YOU RUINED MY LIFE printed across the top in massive, scab-red lettering. Or perhaps a Photoshopped image of Hitler snoozing in bed, accompanied by the words HOW CAN YOU SLEEP AT NIGHT? Naturally, each card would have a little poem on the inside, something such as: Roses are red/Violets are blue/I'm a meaningless robot/Molested by you.

There would also be a range aimed at disillusioned long-term couples: epithets include I CAN'T TAKE MUCH MORE OF THIS, IT ISN'T REALLY WORKING, and our-bestseller, the starkly effective DYING INSIDE.

The aforementioned restaurants can get in on the act too, by hosting Unvalentine meals specially designed for couples on the verge of a break-up. There'd be no red wine, so you can chuck drinks over each other without ruining your clothes, and all the food would be incredibly spicy, so when you tell your partner of seven years that you're seeing someone else, and tears start pouring down both your faces, anyone nosey enough to look on will simply think you're reacting to the chillies. The toilets would be manned by male and female prostitutes, so you can indulge in some cathartic, self-hating rebound sex within five minutes of getting the old heave-ho.

Cheating on your partner, incidentally, is actively encouraged on Unvalentine's Day. Consider it a 24-hour carte blanche to shag whoever you please. Developing an obsession with someone in the office? Get it out of your system on February 15! Let's face it, it's probably good for both of you in the long run.

As well as celebrating the death of existing loves, Unvalentine's Day can also accommodate all the loves that never were: the thwarted crushes, unrequited yearnings, and hopeless unspoken dreams. So if there's a friend you're desperately holding a candle for, even though they've pointed out time and time again that it's never going to happen, this is your "me-time": you're permitted to call them up and howl down the phone for half an hour, or stand pleading outside their window like a sap. And for one day only, it's illegal for anyone to pity you.

In summary, Unvalentine's Day promises to be the most coldly practical celebratory festival in history - a far healthier affair than Valentine's Day itself. True love is so uncontrollably delightful, there's no need to set aside a mere day in its honour. As for love's torments - well, it's probably best to compress and release them in a single, orderly burst, once a year. And that day is February 15. Mark it in your diary. Next to the tearstains.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

speed dating

Demorou mas criei coragem: fui num evento de speed dating outro dia (e com o conselho de euaqui em mente, fiz uma maquiagem mais caprichadinha pra não passar desapercebida).

Pra quem não sabe o que é speed dating: cinco (ou dez, ou quinze) mulheres e homens que não se conhecem se reúnem e têm cinco minutos pra conversar com cada um. Geralmente a moça fica sentada e os homens vão passando de mesa em mesa. Cinco minutos de conversa e aí a "coordenadora" do evento toca um sininho. Próximo. No dia seguinte do evento, você vai no site e coloca o nome dos mocinhos de quem você gostou. Se ele colocou seu nome, rola uma troca de contatos. Senão, nada feito e você sai no prejuízo. Sim, porque o evento custa 160 rands (uns 35 reais), vinho incluído.

No meu caso, fui e arrastei mais duas amigas. Fomos o segundo grupo a chegar. O primeiro eram dois rapazes com cara de vinte e poucos, já com as taças de vinho na mão. A atmosfera era quase como o primeiro dia de aula, com aquela preocupação "Será que vou fazer amigos?"

O evento começou com meia hora de atraso. A coordenadora explicou em que sentido os mocinhos teriam que circular (sentido horário), encheu as taças de todo mundo e deu a largada.

Na minha mesa vieram parar primeiro dois irmãos da Cidade do Cabo - na verdade um, depois o outro, mas sério, quem leva irmão num evento desses? Estranhíssimos. Dez minutos mais longos da minha vida. Limados imediatamente da lista.

Depois veio um belga, de cujo rosto não me lembro bem e que trabalha com alguma coisa de... barco? Navio? Canoa? Submarino? Não sei, era algo com transporte marítimo. Lembro que era simpático, tinha bom papo e uma idade boa. Hmm, asterisco no nome dele. Fazer follow-up.

Depois veio um chinês sul-africano que olhou pra mim e disse: você é filha de chineses, já morou nos EUA e trabalha com comunicação. Uau, será que esse cara leu meu currículo? Fiquei impressionada. Mocinho interessante, trabalha em banco de investimentos. Gosta de mergulho e outros esportes radicais. Irmão faz Stanford. Será que ele é o irmão loser?

O último foi um rapaz com cara e nome de italiano: Antonino. Na verdade pai italiano, mãe grega. Gordinho, engraçado, mas moleque. E de moleque já foi minha cota do milênio. Fora que ele se referiu à irmã dele como "velha". Idade da mana? 34. Gongado na hora.

Depois que o último sininho tocou, descemos todos para o bar para descarregar a tensão. E aí foi interessante ver os mocinhos numa situação de grupo: os irmãos estranhos ficaram isolados num canto (depois descobri que eu não fui a única que achei eles estranhos), o belga pediu comida para toda a mesa, o italiano gordinho atacou a comida imediatamente e o chinês grudou na gente que nem chiclete. Estávamos até achando engraçado, quando ele solta: "So, who would you choose, Brad or George?"

"Brad or George"? "Brad or George"??? Brad or George não dá, né? Se eu tinha alguma dúvida, aqui ficou provado que ele é, de fato, o loser brother. O irmão dele deve ter ido pra Stanford só pra não passar mais vergonha.

Foi a deixa para pedirmos a conta. Pagamos, nos despedimos do povo que ainda estava começando a comer e fomos para minha casa. Abrimos uma lata de sorvete de chocolate e nos acomodamos no sofá para assistir "Sex and the City".

Porque tem dias que a ficção é bem melhor que a vida real.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Justa acusação

No meu caso, dizer que abandonei o projeto três posts depois é verdade. Mas, pípou, tá broca. Ontem percebi, durante a ginástcia laboral na firrrrrma, que precisava cortar as unhas. Fala sério! Tempo? Nem sei mais que é isso.

Tô começando a achar que se não cair no meu colo - fodeu. Ou melhor, nada de foder...

(okeudokey, baixei o nível....)

sábado, 13 de dezembro de 2008

propaganda enganosa?

Tem gente por aí dizendo que o título do blog faz propaganda enganosa porque eu digo mais não do que sim para os mocinhos. Estatisticamente falando, existe fundamento na reclamação. Mas se analisar bem, vocês vão entender o motivo por trás dos "nãos".

Com vocês, the bachelors:

Bachelor number 1: carinha de bom moço, mais pra gordinho que pra magrinho, óculos de aro de metal, com um pé na casa dos 40 anos. Estávamos num bar sensacional, eu no aniversário de uma amiga, ele esperando um casal de amigos (que deram um chá de cadeira de mais de duas horas no pobrezinho). Acabamos engatando uma conversa, ele obviamente interessado. Os amigos chegaram, foram sentar noutra mesa. Quando eu estava quase indo embora, fui me despedir, e ele: "Criei coragem e queria te convidar pra ir num casamento amanhã comigo. Você já tem compromisso?" Devia ter dito sim, mas me deu um certo pânico pensar que se o date fosse um erro e o cara fosse um chato eu teria que esperar até ele resolver ir embora para voltar para casa. Já pensou? Acabei passando. Depois tive que ouvir de um amigo: "Você devia ter aceitado! Você poderia ter conhecido alguém interessante no casamento!" Bom, é errando que se aprende. Da próxima vez, vou até se me convidarem pro batizado do filho da vizinha da prima.

Bachelor number 2: estava saindo do cinema, já eram 23h. Desci de elevador até o estacionamento e senti que tinha um cara me seguindo. Não era mal-encarado, mas às 23h eu desconfio até da minha mãe. Apertei o passo, ele também. Já estava chegando no meu carro e pensando se devia parar ou continuar andando até encontrar um guarda. Nos cinco segundos de dúvida ele pára ao meu lado e diz, como se fosse a coisa mais normal do mundo: "Queria te conhecer melhor..."

"Como?", perguntei, enquanto procurava um guarda.

"Queria te conhecer melhor", ele repetiu.

"Ah, que pena. Já estou indo pra casa." (na dúvida, mantenha sempre a diplomacia)

"E outro dia?"

"Ah, acho que meu namorado não vai gostar." (que namorado, sabe Deus)

A palavrinha mágica funcionou. O moço pediu desculpas e saiu de mansinho. E eu entrei no carro correndo, travei as portas e passei o caminho de volta checando o retrovisor para possíveis stalkers.

Bachelor number 3: mocinho com quem eu já tinha saído e com quem tive uma história complicadíssima. Demorei mais de um ano para me recuperar e conseguir olhar pra ele sem tremer nas bases. Garoto de tudo, mas um charme de matar. Ele tinha acabado de tomar um pé MONSTRO da namorada e resolveu ligar para quem? Exatamente, moi. E eu, com uma lucidez adquirida às custas de muita insônia e terapia, disse não. De boca cheia. Duas semanas depois ele ligou de novo. Eu disse não de novo (confesso que dessa vez com um pouco menos de convicção, mas ainda "não"). Afinal, não quero ser o passatempo até a ex resolver voltar com ele. E como diz um grande amigo mineiro (os mineiros são muito sábios, estou chegando a essa conclusão), usando o exemplo da música do Gabriel, o Pensador: se ele ligou pra mim, eu posso ter certeza de que ele ligou para as outras que estavam no caderninho dele.

E essas são as justificativas para todos os "nãos" que eu disse nessas últimas semanas. E embora eu tenha sido acusada de propaganda enganosa, o legal disso tudo é que esses "nãos" me fazem analisar as razões por que eu estou recusando sair com o cara. E por consequência, me ajuda a entender pra quem eu realmente quero dizer sim.